Boletim Informativo 27/2005 Ano I – 25/11/2005
Estado é considerado área livre da doença da bananeira
A secretaria de Agricultura, Abastecimento, Pesca e Desenvolvimento do Interior encaminhou hoje um relatório ao Ministério da Agricultura comprovando que o Estado do Rio é área livre de Sigatoka Negra. A doença que ataca as folhas da bananeira e pode provocar 100% da perda da produção e destruição das plantações não foi detectada em território fluminense, segundo esse levantamento.
Desde novembro de 2002 a Superintendência de Defesa Sanitária Vegetal vem realizando o controle sistemático da doença no estado, exigindo a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) das cargas de bananas provenientes de outras unidades da federação onde a praga está disseminada.
Atualmente, a doença ocorre nos estados da Região Norte do país, além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e nas regiões da Zona da Mata e Sul de Minas Gerais.
Foram realizados também levantamentos fitossanitários periódicos em bananais de todos os municípios, não sendo registrada a presença do fungo micosphaerella figensis, responsável pela praga.
De acordo com dados da Emater-Rio, a bananicultura é uma das principais explorações agrícolas do estado, com uma área plantada de 24 mil hectares e produção 201 mil toneladas/ano.
- A atividade ocupa grande quantidade de mão-de-obra, embora seja explorada na maioria das vezes de forma extrativista, e a introdução dessa praga causaria sério problema social, principalmente à população rural mais carente que utiliza a banana como principal fonte de alimentação e renda - explicou o secretário de Agricultura, Christino Áureo.
No Estado do Rio de Janeiro há uma grande diversidade de material genético usado nos pomares de banana, embora haja uma tendência ao plantio das variedades do tipo prata, devido não só à adaptação climática, mas também à preferência dos consumidores.
De acordo com o coordenador de Defesa Sanitária Vegetal, Aloísio Amaral, existem no estado 6,5 mil propriedades onde são cultivadas a fruta.
- Poucas são as que fazem o tratamento fitossanitário, sendo portanto baixo o uso de agrotóxico - finalizou.
No Brasil a Sigatoka Negra foi detectada pela primeira vez em 1998 nos municípios de Tabatinga e Benjamim Constant, no Amazonas.
